Cantinho da Lilly

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1611, 2017

Só você pode alimentar sua alma.

Nurya Ribeiro Ondas de pessimismo vem dando o tom - errado - na vida das pessoas. Do mesmo jeito que a comida é essencial para nos manter vivos, a alimentação espiritual é igualmente importante. Vivemos na era do junk food, queremos tudo rápido, congelado e instantâneo. Justificamos que não temos tempo, que é mais ‘gostoso’ - graças aos venenos velados -, e barato. No fundo sabemos que isso é ‘auto sabotagem’. O ato de cozinhar requer paciência, afeto, e quem sabe aprender um jeito novo para o alimento - que talvez não seja tão saboroso, então preciso dar um toque especial para ‘aprender’ a gostar, trocar um alimento pelo outro e por aí vai -, aprimorar o paladar porque sabemos que tal alimento nos fará bem e etc. A cultura do ‘alimentar se bem’ é nova. Provoca desavenças- muitas vezes-, mas aqueles que querem descobrir o que realmente ‘lhe cai bem’, vai atrás e acha! E tudo isso exigi um esforço. Depois que aprendemos algo verdadeiro, é quase impossível ‘fecharmos os olhos’. Uma coisa, puxa a outra e a transformação acontece. Quem transformou seu hábito alimentar, entende o valor dessa mudança e começa a escolher com sabedoria os alimentos. Não, não estou falando que a pessoa tem que virar um E.T. Mas entender que temos a obrigação de cuidarmos do nosso corpo. A parte espiritual é igual. Vivemos em uma era que a maioria desacreditou no ser humano, ouvimos que não tem mais jeito. Histórias de mortes são compartilhadas em redes sociais, dando o veredito que ‘estamos perdidos’. Me pergunto de que essas pessoas se ‘alimentam’? De jornais que ‘pingam sangue’? Qual a conversa na mesa de jantar? ‘Tá difícil, fulano morreu de tal doença e etc?’ Qual a solução? Muitos perguntam. Para a maioria está onde eles não estão

811, 2017

Só consegue aproveitar a vida, quem tem autocontrole.

Viver e entender, a hora - certa - de cada coisa, é uma dádiva.   Nurya Ribeiro Elegância é uma das palavras que está quase escassa no comportamento humano. A ‘moda’ do hedonismo - busca pelo prazer - ‘posso ser o que quiser, comer, beber e viver a qualquer custo como se não houvesse amanhã’ -, tomou conta e virou um ‘advogado’, para se ter o aval e levar uma vida desregrada, mal-educada que é a porta para o fim da linha. Mas, uma das maiores bênçãos na vida é o poder de escolha, e isso na maioria das vezes, nos mostra que o melhor caminho não é o ‘das massas’. E, então tenho que aprender a me posicionar. Claro, que as massas escolhem o caminho mais fácil, a ‘comida instantânea que é mais rápida e enganosamente mais gostosa’, aquele ‘ser legal’ que todos gostam e que adora ser admirado -ainda que de forma errada- o famoso ‘bonzão’. Pessoas gostam de -admirar- ‘vidas de Facebook’, onde tudo é lindo. Mas quem tem um tesouro não mostra. Aquele que entende o valor de cada coisa tem elegância e classe. Como disse o homem mais sábio do mundo, o Rei Salomão: ‘A graça é enganosa, e a beleza é vã’ (Provérbio 31:30) . Como isso é atual! Todos nós precisamos ter algo a mais que a ‘beleza’, ‘superficialidade’ e ‘a vida fácil’. Aliás, viver requer regras, um trabalhar constante para um edificar produtivo. O ‘viver como se não houvesse o amanhã’, não existe, e sempre a conta chega no ‘amanhã, que a pessoa achava não existir’. Uns têm a sorte de acordar no dia seguinte - para recomeçar -, outros são ceifados sem dó e piedade. A vida passa rápido, e uns decidem ser mais que um número no RG. Esses, de sábia posição,

111, 2017

Tudo o que você faz com alegria marca gerações.

Já viu criança falar da casa de vó/vô? Tudo fica marcado porque avós regam netos com alegria. Nurya Ribeiro Alegria é algo que se aprende. Não aquela alegria que ‘aparece’ ao ganhar um brinquedo, comprar algo material. Essa alegria é perecível, acaba junto com a empolgação inicial. Aliás estamos ensinando para essa geração que alegria é isso, e não é. Por isso que a vida vai ficando inviável, ‘temos que ter cada vez mais’ -, para ‘ficarmos felizes’, e estamos passando para os pequenos essa idéia equivocada. Mas a verdadeira alegria aprendemos ao olhar para as coisas ‘simples’, ao forçarmos, sim forçar - ver beleza em algo natural, onde muita gente não vê mais. Perdemos o parâmetro do que é, e do que não é. Por isso que casa de vó/vô é tão bom porque lá reina a alegria, de mãos dadas com a atenção, o carinho, o ouvido para escutar, o entendimento que aquele ser precisa, o respeito em relação a maturidade - em saber que ‘faz parte da idade’ - aquilo que a criança está fazendo, a paciência de saber que tudo tem seu tempo, a visão que tudo vai dar certo, o banho de autoestima que aquela pessoinha recebe - que a avó afirma que ‘ela/ele é a mais linda e especial de todas’ - e é mesmo, o acolhimento, o extravasar - que todos precisamos. Tudo que é feito com a verdadeira alegria marca gerações. Pena, mais uma vez, que esquecemos a essência dessa palavra - alegria - e tentamos dar uma roupagem para ela que não lhe cai bem - com compras e ‘preciso ter’. Crianças precisam ter infâncias regada das verdadeiras alegrias, isso quer dizer, de aprender a beleza da natureza, ir viajar para praias/sítios, de tardes com avós, ver bichos, ficar um dia