Cantinho da Lilly

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2404, 2017

PERFEITO… PERFEITO….

Texto cheio de dicernimento de Pierre Teilhard de Chardin (Nascido em Orcines, 1 de maio de 1881 — Falecido em Nova Iorque, 10 de abril de1955), que foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia: "A religião não é apenas uma, são centenas. A espiritualidade é apenas uma. A religião é para os que dormem. A espiritualidade é para os que estão despertos. A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados. A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior. A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo. A religião ameaça e amedronta. A espiritualidade lhe dá Paz Interior. A religião fala de pecado e de culpa. A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".. A religião reprime tudo, pode te fazer falso. A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro e consciente! A religião não é Deus. A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus. A religião inventa. A espiritualidade descobre. A religião não indaga nem questiona. A espiritualidade questiona tudo. A religião é humana, é uma organização com regras. A espiritualidade é Divina, sem regras. A religião é causa de divisões. A espiritualidade é causa de União. A religião lhe busca para que acredite. A espiritualidade você tem que buscá-la. A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros. A religião se alimenta do medo. A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé. A religião faz viver no pensamento. A espiritualidade faz Viver na Consciência.. A religião se ocupa com fazer. A espiritualidade se ocupa com Ser. A religião alimenta o ego. A espiritualidade

602, 2017

Temos tantas vidas em uma.

Por Nurya Ribeiro Ah como gosto de viver, e acho que isso tem a ver com observar. Lembro na época da faculdade, quando um professor de roteiro pediu que saíssemos na rua e observássemos. A partir dai nunca mais parei. Entendi que na observação (a genuína) você encontra verdadeiros ‘sentidos’. Sentidos de vida, entender o que realmente importa, nos encontrarmos e não termos medo de encarar o que somos. Como é bom ver a beleza no mundo e deletar aquilo que não nos acrescenta nada. Quando observamos, temos noções de mudanças. Aprendemos a ser como a fênix - que pela mitologia grega renasce das próprias cinzas. Tenho uma ‘peninha’ das pessoas que falam: “Sou assim desde sempre”. Coitadas, nunca podem mudar de ‘roupa’. Nunca sentiram as mudanças no corpo, nunca se permitiram mudar de opinião, experimentar outras sensações. Essas pessoas não querem o colorido já que ‘pré determinaram’ que o preto é a melhor opção. Para essas pessoas, todos os dias são uma m… e o mundo não tem solução. E, quem disse que ele precisa ter? Será que não é você que veio aqui para se transformar? Aliás, a mudança deve ocorrer primeiro na gente. Como é bom ter várias vidas nessa vida, como é bom jogar culpas foras e viver. Me desculpe Freud, e outros que adoram ‘pais e infâncias’, chega uma hora em que precisamos ‘trocar de vida’ e nos elevarmos, deixarmos de apontar o dedo, e olharmos para o braço, nos dar uma chance, e observar com orgulho as cicatrizes. Adoro ver que a mãe que eu fui algum tempo atrás, com todas as bobeiras possíveis na cabeça de modismo, e que celebrava o amor incondicional, mudou e hoje fala para os filhos: “Vocês são tão importantes quanto eu, nem mais nem menos!” Sim, crianças não

2411, 2016

E o ‘mundo de Trump’ mostrou, mais uma vez, o quanto somos vazios.

Por Nurya Ribeiro Sim, o Trump ganhou! Ao ver as redes sociais após o anúncio imaginei Orson Welles, com a fabulosa Guerra dos Mundos, sentindo inveja - do outro lado da vida - com o estardalhaço que o novo presidente dos EUA eleito causou. Enquanto uns se diziam de direita, esquerda, memes dos mais divertidos surgiam entre notícias de desesperos. Mas o que mais chamou minha atenção é como que o ‘outro’ é sempre o causador do nosso problema, ‘nunca somos responsáveis por nossa história’. Aliás as redes sociais viraram, entre outras coisas, um julgamento sem fim. Quando nos colocamos em um ‘devido papel’ seja ele de posição política ou outra, nos tornamos refém, ‘não posso gostar do que o amiguinho acima fala’- tão infantil quanto ficar de mal. Isso acontece com política, feminismo, posição social e tudo que seja para castrar o seu pensamento, no fundo é muito mais fácil pegar a opinião do outro do que formar e lutar pela sua. Quem votou na Hilary não pode gostar - em nada - do Trump e vice e versa. E, assim formamos um caos. Não estou falando que um ou outro é bom ou ruim, para isso tem a consciência de cada um, mas parar e analisar os dois, desprovidos de ‘achismos’ dos outros é um teste de autoconhecimento. Em um mundo tão ‘liberal’, nos tornamos tão chatos e ‘castradores’. Somos mal resolvidos, essa é a verdade. Mas nossa mente, só funciona como um paraquedas, ou seja, se estiver aberto. Eu só posso entender o outro se ao menos me abrir para conhece-lo, isso não quer dizer que eu seja obrigada a gostar do que vejo, mas respeitar, sim! Felizes daqueles que não ‘se procuram’ em redes sociais, mas se encontram na magnitude em abrir suas mentes no silêncio

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