Cantinho da Lilly

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602, 2017

Temos tantas vidas em uma.

Por Nurya Ribeiro Ah como gosto de viver, e acho que isso tem a ver com observar. Lembro na época da faculdade, quando um professor de roteiro pediu que saíssemos na rua e observássemos. A partir dai nunca mais parei. Entendi que na observação (a genuína) você encontra verdadeiros ‘sentidos’. Sentidos de vida, entender o que realmente importa, nos encontrarmos e não termos medo de encarar o que somos. Como é bom ver a beleza no mundo e deletar aquilo que não nos acrescenta nada. Quando observamos, temos noções de mudanças. Aprendemos a ser como a fênix - que pela mitologia grega renasce das próprias cinzas. Tenho uma ‘peninha’ das pessoas que falam: “Sou assim desde sempre”. Coitadas, nunca podem mudar de ‘roupa’. Nunca sentiram as mudanças no corpo, nunca se permitiram mudar de opinião, experimentar outras sensações. Essas pessoas não querem o colorido já que ‘pré determinaram’ que o preto é a melhor opção. Para essas pessoas, todos os dias são uma m… e o mundo não tem solução. E, quem disse que ele precisa ter? Será que não é você que veio aqui para se transformar? Aliás, a mudança deve ocorrer primeiro na gente. Como é bom ter várias vidas nessa vida, como é bom jogar culpas foras e viver. Me desculpe Freud, e outros que adoram ‘pais e infâncias’, chega uma hora em que precisamos ‘trocar de vida’ e nos elevarmos, deixarmos de apontar o dedo, e olharmos para o braço, nos dar uma chance, e observar com orgulho as cicatrizes. Adoro ver que a mãe que eu fui algum tempo atrás, com todas as bobeiras possíveis na cabeça de modismo, e que celebrava o amor incondicional, mudou e hoje fala para os filhos: “Vocês são tão importantes quanto eu, nem mais nem menos!” Sim, crianças não

2411, 2016

E o ‘mundo de Trump’ mostrou, mais uma vez, o quanto somos vazios.

Por Nurya Ribeiro Sim, o Trump ganhou! Ao ver as redes sociais após o anúncio imaginei Orson Welles, com a fabulosa Guerra dos Mundos, sentindo inveja - do outro lado da vida - com o estardalhaço que o novo presidente dos EUA eleito causou. Enquanto uns se diziam de direita, esquerda, memes dos mais divertidos surgiam entre notícias de desesperos. Mas o que mais chamou minha atenção é como que o ‘outro’ é sempre o causador do nosso problema, ‘nunca somos responsáveis por nossa história’. Aliás as redes sociais viraram, entre outras coisas, um julgamento sem fim. Quando nos colocamos em um ‘devido papel’ seja ele de posição política ou outra, nos tornamos refém, ‘não posso gostar do que o amiguinho acima fala’- tão infantil quanto ficar de mal. Isso acontece com política, feminismo, posição social e tudo que seja para castrar o seu pensamento, no fundo é muito mais fácil pegar a opinião do outro do que formar e lutar pela sua. Quem votou na Hilary não pode gostar - em nada - do Trump e vice e versa. E, assim formamos um caos. Não estou falando que um ou outro é bom ou ruim, para isso tem a consciência de cada um, mas parar e analisar os dois, desprovidos de ‘achismos’ dos outros é um teste de autoconhecimento. Em um mundo tão ‘liberal’, nos tornamos tão chatos e ‘castradores’. Somos mal resolvidos, essa é a verdade. Mas nossa mente, só funciona como um paraquedas, ou seja, se estiver aberto. Eu só posso entender o outro se ao menos me abrir para conhece-lo, isso não quer dizer que eu seja obrigada a gostar do que vejo, mas respeitar, sim! Felizes daqueles que não ‘se procuram’ em redes sociais, mas se encontram na magnitude em abrir suas mentes no silêncio

1010, 2016

Na minha época era diferente… Mentira, nem lembramos!

Nurya Ribeiro Somos bombardeados de informações o dia todo, e com isso mal lembramos do que comemos ontem na hora do almoço, imagina na ‘nossa época’. Me dei conta que fantasiávamos o ‘ontem’ quando meu segundo filho nasceu e eu nem me lembrava de certas coisas como era na ‘época da minha filha’, que havia nascido há somente um ano e cinco meses. Mentimos! Gostamos de romancear a nossa história. Fica mais fácil. Escondemos a ‘parte feia’, estufamos o peito e falamos: ‘em casa isso não acontece’. Ah, que mentira. Lembre-se: cuspimos para cima, e olha a testa molhada. Claro, que o mundo muda, novas tecnologias chegam, evoluímos - ou deveríamos - chocamos com novos modelos, nos adaptamos a aquilo que nem queríamos nos adaptar. Mas olhar a ‘nossa época’ e romancear é algo que fazemos sem nos atentar, é como colocar em redes sociais que somos o tempo todo muito felizes, me entende? E,  por que gostamos do saudosismo mentiroso? Talvez porque temos uma habilidade fantástica de esquecer da dor. Lei da natureza, uma mãe fica tão encantada de ter um filho que se ‘esquece’ da dor. Gostamos da história das princesas mas sabemos que na real não é nada assim, não é a toa que o desenho acaba antes do ‘dia a dia’ chegar, sim sem o primeiro ‘pqp’ na primeira discussão. Wall Disney era sensacional em romancear a vida. Aliás, se o mesmo fosse vivo, seria - com certeza - chamado pela escola do seu filho Mickey, afinal um rato que vive sonhando, sofreria bullying na certa, e não passaria de ano já que fica ‘viajando’, e hoje em dia tudo tem que ser muito rápido - escrever, ler, falar três línguas. A sogra fala para nora, que na época dela tinha que lavar, engomar, passar -

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