Cantinho da Lilly

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604, 2018

Você tem direito. Mas está a fim de pagar o preço?

Por: Nurya Ribeiro   Vivemos uma enxurradas de protestos sobre direitos. Mas será que estamos prontos, ou melhor dispostos a sair da zona de conforto? Não estou me referindo aqui aos direitos que todos nós já sabemos que temos - ou deveríamos ter. Estou falando do que chamamos de ‘direitos nossos' - pessoais - do nosso dia a dia. Sim, aquele que não fará diferença para o outro - na maioria das vezes -, mas só para aquele que decidiu ir atrás do que quer. ‘Loucuras’ que fazemos e que não medimos consequências. Achamos que ‘merecemos’ a bolsa, o chocolate, a viagem, o ‘jogar tudo para o alto’ pelo tal ‘direito’. Claro que existem os direitos sadios, aqueles que a longo prazo valerão a pena - seria - na real - um investimento. Mas vivemos uma inversão de valores, onde o prazer momentâneo tenta justificar a loucura do ‘direito’. Direitos esses que a base é o ‘ser feliz’, aliás a educação hoje em dia é muito em cima disso: “Filho, só quero que seja feliz”. Claro que isso é um pleonasmo para os pais. Qualquer pai quer que o filho seja feliz. Mas isso, na minha modesta opinião, não pode ser o alicerce para a criança, e nem para nós adultos. Felicidades são passageiras. O que hoje para criança é ser feliz, amanhã não será. E esse sentimento é viciante. Com isso, ao longo do percurso de nossas vidas, e dessa formação com ‘base na tal felicidade’, vamos nos apoiando e fazendo escolhas. E, quando percebemos, o preço saiu muito caro. Não estou dizendo para não ir atrás do que você quer. Mas estou falando em escolhas que ‘me acho’ no direito de ter e que não meço as consequências. Quantas pessoas se endividam porque se ‘acham no direito’ de

2803, 2018

Não ser dono da verdade é muito difícil.

Nurya Ribeiro Desde a mais tenra idade temos que aprender a ‘nos impor’. Queremos vencer, aparecer, nos destacar no meio que escolhemos. Seja na vida pessoal, profissional. Queremos ‘ser pertencentes’ a algo. Procuramos nichos, ideologias, e vamos nos encaixando. E, com isso ‘vozes’ vão surgindo e o “Eu acho”, tornando verdadeiros ‘bezerros de ouro’ para serem adorados! E, em um piscar de olhos viramos reféns daquilo em que nos ‘amarramos’. Claro, que temos nosso critérios em relação as nossas escolhas. Nossos valores, que foram nos passado, através da nossa historia e de nossos antepassados, vão nos guiando ao que é certo ou não - no nosso ponto de vista. Lógico que o que é o certo para um, pode não ser para o outro. Mas isso não interessa… Passamos como um rolo compressor em cima dos outros. Vamos para redes sociais e depois de postar algo, principalmente sobre política -ultimamente -, podemos contar três, dois, um e logo aparece um comentário com: ‘Eu não acho isso’. Pessoas são instigadas - o tempo todo - a darem as suas opiniões. Verdadeiros ‘ativistas de sofás’ que querem, na maioria das vezes, jogar ‘goela abaixo’ suas verdades. Para que isso? Por que as pessoas têm necessidades de colocar suas verdades? E, ficam buscando isso. Como se não tivessem auto controle, e ainda fossem compulsivos. São instigados a alimentar e impor sua ‘verdade’ todos os dias. Por que não cuidam da sua vida, fazendo o que acham correto, ao invés de perder seu tempo ‘em corrigir’ o outro? A melhor mudança é aquela vista na sua própria vida e não dita. A palavra convence, mas o exemplo arrasta. Claro, que existem coisas que devem ser ditas. Mas observe as redes sociais. Quantos dos posts, são funcionais? Quantos são ideologia própria , ou melhor, ‘achismos’

1803, 2018

Precisamos fazer o que precisa ser feito

  Estamos sempre em busca pelo sentido da vida. Nurya Ribeiro Temos uma necessidade, ainda que oculta, em saber o o que estamos fazendo aqui. Queremos sempre dar um significado para essa ‘tal’ vida. Tentamos nos satisfazer na vida pessoal, profissional, familiar. Buscamos sentidos na carreira, vida de mãe/pai/tios/avós, em uma ou mais - causas. Isso tudo para preencher algo que não sabemos o nome. Uns vão ‘buscar’ em lugares errados - em drogas, relacionamento abusivos, compulsões - e acabam se afundando. Aqueles que querem só para si algo - que estão procurando - e vão sem limites, - também - acabam sufocados. Aqueles que entendem que doar, faz parte do nosso fluxo natural, vão encontrando equilíbrio nesse caminho. Recentemente participei de um Bar Mitzvá, cerimônia onde o menino judeu de 13 anos assume sua maioridade, no meio judaico. Emocionante de ver os pais passando sua história e mostrando para o filho, que sua ‘ pequena vida’ tem - na verdade - muito mais anos que seu corpo físico. Sim, aquele menino, que daqui para frente assumiria sua responsabilidade espiritual, - no mundo onde traumas, mi mi mis, são colocados hoje, como grandes ‘pilares’ - ele tomaria posse, com todo compromisso espiritual, de quem ele realmente é! E é isso o que está faltando para o mundo, assumir quem somos! Que somos muito mais que acordar, ir trabalhar, ganhar dinheiro e só! Que temos que parar de olhar para o nosso umbigo e ver o todo. Um todo, não fantasioso. Porque a fantasia encobre a realidade, e isso nos faz ver tudo distorcido. Mudando valores - o que atualmente estamos vendo acontecer. Que a vida exige sacrifícios, e tudo bem! Ninguém morre com isso, pelo contrário é o caminhar natural e - necessário. Faz parte. Educar um filho é muito trabalhoso