Cantinho da Lilly

Início/Cantinho da Lilly
2411, 2016

E o ‘mundo de Trump’ mostrou, mais uma vez, o quanto somos vazios.

Por Nurya Ribeiro Sim, o Trump ganhou! Ao ver as redes sociais após o anúncio imaginei Orson Welles, com a fabulosa Guerra dos Mundos, sentindo inveja - do outro lado da vida - com o estardalhaço que o novo presidente dos EUA eleito causou. Enquanto uns se diziam de direita, esquerda, memes dos mais divertidos surgiam entre notícias de desesperos. Mas o que mais chamou minha atenção é como que o ‘outro’ é sempre o causador do nosso problema, ‘nunca somos responsáveis por nossa história’. Aliás as redes sociais viraram, entre outras coisas, um julgamento sem fim. Quando nos colocamos em um ‘devido papel’ seja ele de posição política ou outra, nos tornamos refém, ‘não posso gostar do que o amiguinho acima fala’- tão infantil quanto ficar de mal. Isso acontece com política, feminismo, posição social e tudo que seja para castrar o seu pensamento, no fundo é muito mais fácil pegar a opinião do outro do que formar e lutar pela sua. Quem votou na Hilary não pode gostar - em nada - do Trump e vice e versa. E, assim formamos um caos. Não estou falando que um ou outro é bom ou ruim, para isso tem a consciência de cada um, mas parar e analisar os dois, desprovidos de ‘achismos’ dos outros é um teste de autoconhecimento. Em um mundo tão ‘liberal’, nos tornamos tão chatos e ‘castradores’. Somos mal resolvidos, essa é a verdade. Mas nossa mente, só funciona como um paraquedas, ou seja, se estiver aberto. Eu só posso entender o outro se ao menos me abrir para conhece-lo, isso não quer dizer que eu seja obrigada a gostar do que vejo, mas respeitar, sim! Felizes daqueles que não ‘se procuram’ em redes sociais, mas se encontram na magnitude em abrir suas mentes no silêncio

1010, 2016

Na minha época era diferente… Mentira, nem lembramos!

Nurya Ribeiro Somos bombardeados de informações o dia todo, e com isso mal lembramos do que comemos ontem na hora do almoço, imagina na ‘nossa época’. Me dei conta que fantasiávamos o ‘ontem’ quando meu segundo filho nasceu e eu nem me lembrava de certas coisas como era na ‘época da minha filha’, que havia nascido há somente um ano e cinco meses. Mentimos! Gostamos de romancear a nossa história. Fica mais fácil. Escondemos a ‘parte feia’, estufamos o peito e falamos: ‘em casa isso não acontece’. Ah, que mentira. Lembre-se: cuspimos para cima, e olha a testa molhada. Claro, que o mundo muda, novas tecnologias chegam, evoluímos - ou deveríamos - chocamos com novos modelos, nos adaptamos a aquilo que nem queríamos nos adaptar. Mas olhar a ‘nossa época’ e romancear é algo que fazemos sem nos atentar, é como colocar em redes sociais que somos o tempo todo muito felizes, me entende? E,  por que gostamos do saudosismo mentiroso? Talvez porque temos uma habilidade fantástica de esquecer da dor. Lei da natureza, uma mãe fica tão encantada de ter um filho que se ‘esquece’ da dor. Gostamos da história das princesas mas sabemos que na real não é nada assim, não é a toa que o desenho acaba antes do ‘dia a dia’ chegar, sim sem o primeiro ‘pqp’ na primeira discussão. Wall Disney era sensacional em romancear a vida. Aliás, se o mesmo fosse vivo, seria - com certeza - chamado pela escola do seu filho Mickey, afinal um rato que vive sonhando, sofreria bullying na certa, e não passaria de ano já que fica ‘viajando’, e hoje em dia tudo tem que ser muito rápido - escrever, ler, falar três línguas. A sogra fala para nora, que na época dela tinha que lavar, engomar, passar -

1808, 2016

Querido mundo, aqui quem vos fala, é alguém do Brasil.

Nurya Ribeiro Eu sei, estou atrasada em falar da abertura das Olimpíadas, mas muita calma nessa hora, estamos falando em Brasil. Que abertura hein?! Lindo! Para falar a verdade não esperava nada diferente. Nossa síndrome de vira-lata na Copa, e na vida, nos fizeram contratar alguém de fora para a ‘parte artística’ em 2014, deu no que deu- com todo respeito - aquela meleca. Mas se tem uma coisa que sabemos fazer bem é festa! Cor, música, beleza, somos muito ricos, mas nossa autoestima é problemática, estamos aprendendo a lidar com isso. Nosso ‘colo’ é igual coração de mãe, sempre cabe mais um. Por isso o acolhimento. Não é à toa que o gigante Djokovic se ‘sentiu um brasileiro’, nossa animação vai além do normal. Em falar em animação, sei que exageramos, aliás desculpe-nos, não sabemos nos comportar em uma Olimpíada. Há muitos jogos que nem sabíamos que existiam, e como em uma festa - que nunca fomos- não sabemos que roupa usar, nós não sabemos como nos portar. Só para você entender a gravidade da situação… Amigo estrangeiro, não temos educação, o dinheiro gasto nessa Olimpíada foi algo absurdo - poderíamos ter tido educação, hospitais, seguranças etc e tal - confesso que fui e sou completamente contra isso - mas como não falamos quanto gastamos em uma festa com os convidados - não quero me alongar - não seria de bom tom eu continuar com essa história, então o que nos resta é lhes receber de braços abertos, coisa que nosso povo sabe fazer bem e como você pode perceber nos estádios até exageramos. Que feio as vaias exacerbadas, apesar que, na minha opinião, alguns até mereciam, principalmente quem em um rompante de falta de senso comparou nosso comportamento ao nazismo (querido ‘amigo’ já que o seu país tem

0
Connecting
Please wait...
Envia uma mensagem!

No momento não há analistas on-line, envie uma mensagem que lhe reponderemos por e-mail assim que possível

* Nome
* E-mail
* Telefone
* Assunto
Entrar agora

Dúvidas complexas? Poupe tempo através de nosso formulário de contato.

* Seu Nome
* E-mail
* Assunto
Estamos On-line!
Feedback

Deixe-nos saber o que achou de nosso atendimento.

Seu problema foi resolvido?