Cantinho da Lilly

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2301, 2018

Não se preocupe, por estar ‘fora’ do padrão de educação!!!

Viver em um meio pouco ‘habitado’, nos dá a oportunidade de encontrar o que nos pertence. Nurya Ribeiro A convivência com sobrinhos adolescentes no período de férias nos trouxe renovação em diversos aspectos, entre eles, músicas e gírias. E eis que um deles solta: “Fulano de tal é Nutella”. Desculpe, se para alguns que estão lendo esse texto isso já é antigo mas eu, no meu mundo de filhos pequenos, não tinha a mínima ideia do que significava isso. Resumindo, você pode ser Nutella (aquela pessoa bocó, jacú, fictício, forjado, adora ostentar) ou raiz (o f...da história) pessoa autêntica. Eu sei que o tal creme de avelã é uma delícia, mas na gíria o “legal” é ser raiz. E, num dia maravilhoso, vamos a uma cachoeira perto de onde estávamos. Logo no início da trilha umas pessoas plantavam mudas de árvores. Um rapaz pergunta para mim se eu desejava plantar uma. Junto com minha filha plantamos nosso primeiro Ipê. Que emoção. A energia da natureza é algo transformador. Plantar uma árvore é valorizar e dar continuidade a algo que Deus criou. Sim, nossa parte, obrigação e privilégio nesse mundo. E, vamos adiante escalamos, passamos em pontes, respiramos um ar que na cidade não existe, ouvimos o barulho da floresta, e eis que a primeira cachoeira surge com toda sua força e beleza. Crianças e adultos ficam maravilhados. Me pergunto: “Se isso nos toca tanto, com certeza faz parte da nossa essência”. Entramos, água gelada em contato com a pele, aquela força descomunal capaz de levar qualquer coisa pela frente, e dentro de mim uma emoção doida em ver como D´us nos permitiu aproveitar tudo de Sua criação. E, por que alguns não aproveitam? Por que diante das oportunidades, muitos se colocam em mundos que não pertencem, só porque uma sociedade

1501, 2018

O que é, realmente, necessário para que eu mude?

Nurya Ribeiro Pessoas fazem resoluções de fim de ano. Listas e mais listas. Mas, grande parte delas continua agindo da mesma forma. A grande verdade é que quem quer mudar muda! Aquele que quer fazer regime não espera segunda, começa na sexta ou agora. Aquele que anseia em mudar não precisa de lista de fim de ano, começa hoje. A disciplina é o combustível. São pequenos hábitos que trazem grandes mudanças. Muitos perdem a oportunidade de parar e observar. Ao observarmos como ‘funciona’ o processo entendemos que nada ocorre como num passe de mágicas. Aliás, a grande ‘enrascada’ é acreditar em ‘soluções’ de capas de revistas, ‘milagres’ onde ‘não necessitam’ de esforços. Por exemplo, para o emagrecimento precisamos de mudanças pequenas. Não adianta radicalizar e falar ‘não vou comer’, você precisará mudar os seus hábitos, dia após dia. Para uma vida funcional, enfim para aprender a viver de um jeito onde consiga obter o que deseja de forma saudável. E mais, isso é um ganho para o resto da vida, porque senão engordará tudo de novo. Passos pequenos, grandes mudanças. Observar é o início para a transformação. Entender que as coisas só começam a acontecer com o nosso start nos tira da posição de coadjuvantes para protagonistas. É sempre muito fácil a posição de vítima pois nos excluem de grande parte das responsabilidades. Lembrando que nosso grande presente é o livre-arbítrio, e isso pode ser usado para o bem ou o mal. Sempre temos opções para onde ‘seguir’. A mudança exige de nós um entendimento sobre a resiliência. Sim temos que aprender a lidar com emoções. Abrir mão de zonas de conforto, e nem por isso fazer dramas. Tudo tem seu preço e com isso ‘desmistificar’ o glamour ao entrarmos em contato com a realidade. Sim, temos que descer do

301, 2018

Será que o modo como vivo é realmente meu?

  Somos bombardeados - incessantemente - para termos um estilo de vida que não é nosso. Nurya Ribeiro Somos ‘obrigados’ a sermos quem não somos. Mas será que eu sei quem sou? Será que respeito meus limites? Será que minha espiritualidade é minha, ou foi imposta por uma religião - que sigo o curso - sem ao menos conhecer profundamente? Será que os quilos que quero perder condiz com uma estrutura que herdei dos meus antepassados? Será que a educação que dou para meus filhos é a que realmente acredito, ou sou obrigado a absorver um modismo que o mundo impõe? A vida é um presente para fazermos nosso caminho lindo e florido, mas para isso precisamos nos conhecer e sair do curso mecânico imposto por uma sociedade de visa somente lucros e um domínio. Somos como marionetes, e quando nos damos conta criamos doenças crônicas e até fatais, tamanha falta de sintonia com o que ´criei´ para a me adaptar a um meio, que no fundo, não pertenço. Sim, ficamos inúteis perante a vida. E, para sair disso, preciso ter a consciência e disciplina para romper com padrões que não são meus. Aliás essa desconstrução -de nós-, se vistos com olhos de ternura - por saber nos perdoar e nos divertir com os erros, paciência - já que levaremos uma vida para o autoconhecimento e disposição - em mudar de ideias e por que não dizer de ´rumos´ durante nossa caminhada, tudo isso será o encontro de nós- de quem somos e para que fomos feito- com a missão que nos foi dada. O verdadeiro significado da vida. Sim, sair dessa ´caixinha´ que tentam nos colocar, através de modismo, com uma roupagem ´bacana´, e que nos engessa de tal forma que ficamos desfigurados de nós mesmo. Desamarre se de