Cantinho da Lilly

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2710, 2017

O meio que você se propôs a viver é o alimento para sua alma

Nurya Ribeiro Sempre queremos o nosso bem, mas muitas vezes não sabemos o preço que pagaremos pelo ‘tal bem’. Diga-me com quem andas que te direi quem és! A famosa frase nos revela - tanto - quem somos. Mas, também é, ou pode ser, um sinal para pararmos e pensarmos para onde iremos, ou queremos, nos meter. Já percebeu que as pessoas que convivem pegam hábitos, jeitos e trejeitos do seu meio e pessoas ao redor?! Pois é, depois que ‘entramos’ em um grupo, ganhamos força, fazemos aquilo que sozinhos seria quase impossível. Felizes daqueles que entram em ‘grupos saudáveis’. Eles crescem, viram gigantes, adquirem bons hábitos, e por ai vai. Mas, infelizes daqueles que caem em armadilhas. Claro, que o mal caminho de início sempre lhe parece bom, ninguém vê o abismo, são enganados por horizontes lindos, até que um dia ao pisar não há mais chão, e a queda é inevitável. Esses - os que foram ‘encantados’ pelo tal grupo - podem até perceber algum perigo de início, mas a ‘tentação’ é tão grande que justificam que não ‘farão isso ou aquilo’, que terão controle de si mesmos. Mas, a situação vai ficando insustentável. Quando se dão conta, percebem que estão em terreno de peru e que nunca conseguirão voar. Foram enganados, viram o brilho e pensaram que era ouro, mas só encontram metal. Pessoas são arrastadas por ‘modas’, e depois que passam deixam seus destroços. Como uma roupa que ‘saiu de moda’ - a paixão arruinou casamentos, a vontade própria, perdeu o sentido, e as marcas muitas vezes são para sempre. Felizmente, nosso livre arbítrio nos dá o passaporte para o destino que desejamos, mas nem sempre é saudável. Desde a nossa infância queremos nos sentir pertencentes a algo. Queremos ser da turma popular, cool, e para isso

2010, 2017

O mundo precisa de uma educação que – infelizmente – não está na escola.

Fala-se tanto que a ‘salvação’ do mundo está na educação. Mas, essa vai muito além de qualquer matéria. Nurya Ribeiro A educação que precisamos é vivencial, orgânica. Aquela passada de avós, pais e filhos. Aquela, que acontece no almoço, jantar, longe de tablets ou qualquer distração. Aquela que os pais não precisam dar o ‘sermão do porquê não’ ou justificativas. E, que a última palavra - se necessário - é a deles - e dane se a ‘filosofia do trauma’. Mas, de uns tempos para cá, essa educação - dos pais - foi delegada para uma ‘escola’, onde as que aprendem mais de uma língua e terão muito mais chance de sucesso fora do país. Pobres professores, que pegaram para si, ou melhor, estão sendo obrigados a chamar para si responsabilidades que - na real - não são deles, e sim de pais que as negligenciam. E, aí a bagunça começa. Crianças que têm tudo material, mas sem base. Crianças órfãs de educação, moral, mas disponíveis a todas tecnologia, modismo e podridão do mundo. Crianças, cujos responsáveis ensinaram que o grande ‘barato’ é ir visitar um homem fantasiado de rato, e ainda justificam, que tem que ir antes dos três anos, porque nessa idade a criança - ainda - acredita na ‘magia’, do encontro do Mouse, princesas e príncipes. E, quando crescem ficam - na grande maioria - adultos emocionalmente burros a espera do ‘homem/mulher perfeitos’, para os fazerem ‘felizes para sempre’. Crianças, que não sabem valorizar a natureza, porque os pais nunca a conheceram, e ainda desenvolveram ‘alergia’ a qualquer mato, na sua frente. Crianças que ficam ‘loucas’ com realidade virtual - no ‘tal parque’, mas que não se encantam com a realidade - viva - disponível em qualquer árvore na esquina. Crianças, que crescem como gatinhos de apartamento

1010, 2017

Mentiras que – deveríamos abandonar – ao longo da vida.

Por Nurya Ribeiro Durante a vida, muitas verdades nos foram apresentadas, como roupas lindas, onde algumas vezes, não nos caiam tão bem. Aliás ‘somos feitos’ em cima de crenças, de avós/pais e gerações que nem conhecemos. E, assim, de um em um, como um telefone sem fio, fomos obrigados a vestir ‘verdades’ que para nós - muitas vezes - foram e são mentiras. Como fantoches, fazemos aquilo, que o ‘nosso dono’ manda… E um dia, nos damos conta que ou tomamos posse da nossa vida, ou faremos sempre o que um dia alguém - que provavelmente nunca conheci - ‘falou que era certo’. Achamos, ou melhor ‘pegamos a crença’ - muitas vezes - que mãe, é aquela que engravidou. Que o vinculo vem do amamentar. Que o amor tem que ser sentido. Que o direito é daquele que grita. Que posso falar, o que quiser deliberadamente, que julgo - o outro - segundo ‘as crenças que acredito’ e assim por diante, tamanha babaquice e mentiras. E, com tudo isso, passamos uma vida tentando entrar em moldes que não nos pertencem, e a grande maioria entra. Mas com o tempo aquela couraça de aço vai nos deformando -. Mágoas, medos, doenças vão surgindo tamanho o ‘aperto’ onde nos propusemos a viver. Tudo perde o brilho, o aperto chega a ser sufocante, e uma hora ou escolhemos o ‘entorpecimento’ para tentarmos continuar a ‘viver’ - uma vida miserável - ou então, damos o ‘start' pelo ‘desespero’ em ver que não dá mais. Aliás grandes bençãos, vem - muitas vezes - revestidas de problemas. Grandes descobrimentos, onde achávamos que teríamos grandes ‘perdas’. É, nessa hora que a verdadeira mãe descobre, que nenhuma barriga é capaz de mensurar a grandeza da maternidade. Aliás a barriga é só um meio - seja dela ou não.