Cantinho da Lilly

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902, 2018

Nem tudo que está no mundo lhe pertence.

Nurya Ribeiro É no tal do ‘experimentar’, que muitos se perdem. Vivemos a era do ‘tudo é permissivo’. Que devo curtir, que a vida é curta e ninguém sabe o dia de amanhã. A teoria é linda mas a prática, muitas vezes, traz danos irreparáveis. Claro que viver é arriscar - diariamente. Mas é preciso ter sabedoria o suficiente para entender que somos a imagem e semelhança do Criador e existem coisas que não são para mim. Não falo de uma forma religiosa, mas sim respeitando nossa essência e para o que fomos criados. Existem vários tipos de campos, os floridos, os minados. E, nem todos são para eu pisar. Claro, que o campo florido me permite aproveitá-lo. Posso andar, correr, sentir o perfume das flores. O minado, pode até dar uma adrenalina - pelo desconhecido - mas não deve ser o meu habitat. De tempos em tempos a vida nos coloca em bifurcações. São - verdadeiros - testes que nos dão a oportunidade de escolher sabiamente o ‘campo onde faço parte’. Devemos, ou deveríamos seguir pelo caminho que nos define, e não emoções que depois se esfriarão. O peixe pode até se apaixonar pelo pássaro, mas onde eles irão morar? Onde construirão seu lar? Existem lugares que não nos pertencem, não fazem parte da nossa essência. Vá ao encontro do que lhe pertence, dos tesouros que a vida lhe reserva, e que não será somente um momento, mas sim a plenitude capaz de edificar castelos - mesmo em meio a tempestades. E, não abra mão, daquilo que Deus tem para você.

202, 2018

A vida sempre nos “pede” ressignificados.

Nurya Ribeiro Significados são comandantes da nossa vida. Andando pelo bairro, onde existia o colégio dos meus filhos, vejo por outro ângulo tudo o que para mim era rotineiro. A bagunça de carros já não existe. O pipoqueiro desapareceu. O lugar do café não tem mais o mesmo gosto. Vou fazer minha unha, mas dessa vez será diferente. Percebo coisas que nunca tinha visto em sete anos. E, no meu íntimo, ‘cai a ficha’ que a vida me dá a oportunidade de escolher como encará-la – todos os dias – do jeito que eu quiser. Muitos podem olhar para aquele lugar que está vazio e achar triste. Vizinhos podem comemorar, por não ter mais barulhos. Outros que tinham a vida ‘linkada’ a escola, terão que se adaptar ao novo. E, o novo nos traz isso: adaptação. E, diante a mudanças sempre temos escolhas, para seguir para onde queremos. Como é bom ter a chance de ressignificar as coisas e não colocá-las em caixas de ‘era bom e agora não é mais’. Quantas pessoas ficam presas no ‘antigamente que era bom’? Sim, essas pessoas decidiram ‘ressignificar’ a vida no que ‘é bom’, está no passado. Sempre temos o ‘poder’ de olhar por outro ângulo, de ‘se permitir’ curtir de um jeito novo. Então continuei, e o que era uma obrigação diária, decidi ressignificar para um momento meu, caminhar sem carregar mochilas, o café seria sem pressa, fazer minha unha, olhar o movimento, árvores, pessoas e ir ao shopping ao lado só quando eu realmente quisesse. A vida sempre nos dá oportunidades de um ‘olhar novo’ para a ‘mesma coisa’. Aquela crença que não é sua. Aquele pensamento que não cabe mais. Aquela vida de mentiras e que não deve mais ser carregada. Aquele modo de sempre reclamar e ver o lado

2301, 2018

Não se preocupe, por estar ‘fora’ do padrão de educação!!!

Viver em um meio pouco ‘habitado’, nos dá a oportunidade de encontrar o que nos pertence. Nurya Ribeiro A convivência com sobrinhos adolescentes no período de férias nos trouxe renovação em diversos aspectos, entre eles, músicas e gírias. E eis que um deles solta: “Fulano de tal é Nutella”. Desculpe, se para alguns que estão lendo esse texto isso já é antigo mas eu, no meu mundo de filhos pequenos, não tinha a mínima ideia do que significava isso. Resumindo, você pode ser Nutella (aquela pessoa bocó, jacú, fictício, forjado, adora ostentar) ou raiz (o f...da história) pessoa autêntica. Eu sei que o tal creme de avelã é uma delícia, mas na gíria o “legal” é ser raiz. E, num dia maravilhoso, vamos a uma cachoeira perto de onde estávamos. Logo no início da trilha umas pessoas plantavam mudas de árvores. Um rapaz pergunta para mim se eu desejava plantar uma. Junto com minha filha plantamos nosso primeiro Ipê. Que emoção. A energia da natureza é algo transformador. Plantar uma árvore é valorizar e dar continuidade a algo que Deus criou. Sim, nossa parte, obrigação e privilégio nesse mundo. E, vamos adiante escalamos, passamos em pontes, respiramos um ar que na cidade não existe, ouvimos o barulho da floresta, e eis que a primeira cachoeira surge com toda sua força e beleza. Crianças e adultos ficam maravilhados. Me pergunto: “Se isso nos toca tanto, com certeza faz parte da nossa essência”. Entramos, água gelada em contato com a pele, aquela força descomunal capaz de levar qualquer coisa pela frente, e dentro de mim uma emoção doida em ver como D´us nos permitiu aproveitar tudo de Sua criação. E, por que alguns não aproveitam? Por que diante das oportunidades, muitos se colocam em mundos que não pertencem, só porque uma sociedade