Hoje eu gostaria de propor um assunto para pensarmos juntos, antes de começar a falar definitivamente dos probióticos.

Se olharmos para a história da Terra até hoje, os animais e plantas começaram a habitar esse espaço há pouco tempo.

Durante milhares e milhares de anos, nosso planeta foi dominado pelos microrganismos unicelulares: bactérias, boas e ruins, vírus, fungos e ácaros.

Ou seja, quando chegamos aqui, elas já tomavam conta do ambiente há muito tempo, controlando sistemas, alterando o curso das coisas. E dentro do nosso organismo não é diferente.

No nosso intestino, há uma grande colônia de bactérias que juntas pesam mais de 1kg e formam a microbiota intestinal, chamada de órgão virtual.

Esse órgão é o responsável por sua imunidade e tem ligação direta com outros órgãos, incluindo seu cérebro.

Análises conduzidas pelo maior pesquisador do intestino do mundo, Michael D. Gerson, da Universidade de Columbia, mostraram que existem 100 milhões de “neurônios intestinais”.

Não por acaso, Dr. Gerson foi o primeiro a chamar o intestino de segundo cérebro. Nele se encontra:

  • 90 por cento da serotonina existente (o famoso hormônio da felicidade e da sensação de bem-estar);
  • 80 por cento das células de defesa do seu organismo (que combatem das gripes às infecções vaginais);
  • 75 por cento do seu Hormônio do Crescimento (o HG) que fortifica a sua memória e ainda acelera o seu metabolismo.

Se a microbiota tem papel fundamental no sistema imune, é preciso alimentar e estimular a colônia boa.

Mas primeiro, entenda quem é quem nessa comunidade microscópica:

Outro time de pesquisadores observou que crianças mais inteligentes tinham a microbiota mais saudável e diversa. O estudo foi feito este ano pela University of North Carolina.

“Vários estudos com animais replicados em pesquisas mostraram que se você manipular o microbioma, você pode modificar o comportamento”, disse Rebecca Knickmeyer, professora do departamento de psiquiatria da universidade.

Probióticos

São as bactérias “boas”, que só agem quando ingeridas na dose certa. Cada tipo (ou cepa) tem uma função específica. Para ter um intestino saudável é necessário ter inúmeras cepas, composta de várias espécies de linhagem, bastante variadas de bactérias benéficas para o seu organismo.

Prebióticos

É assim que se definem certas fibras que alimentam os probióticos. Estão na cebola, no alho, na banana verde, maçã e etc.

Simbióticos

Essas formulações já apresentam, numa tacada só, os probióticos e seus alimentos, os prebióticos.

Como os probióticos atuam?

Um artigo publicado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo resumiu bem como os probióticos atuam no nosso organismo.

Os probióticos são bactérias do bem que, em primeiro lugar, conseguem passar a barreira do estômago, que é muito ácido, e chegar ao intestino, intactas.

Ao chegar lá, elas colonizam temporariamente a mucosa intestinal, e aí começam a competir com outras bactérias, inclusive os patógenos (aquelas que fazem mal), reduzindo o risco de ocorrência de doenças.

A ingestão desse tipo de alimento funcional tem de ser um hábito. Não adianta tomar um probiótico hoje e nunca mais.

Isso porque, o fato de que incluir probióticos em sua dieta tem se mostrado eficaz para reduzir a incidência de:

  • doenças autoimunes
  • doenças inflamatórias (dores, problemas cardiovasculares)
  • alergias
  • Distúrbios mentais e outras doenças

Um corpo com a microbiota intestinal fortalecida é um atestado de sua eficácia na proteção e reforço do seu sistema imunológico.

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L- reuteri, uma bactéria do bem que vence até a depressão

Existem vários tipos de probióticos e suplementação de apenas um deles já tem um potencial enorme de melhorar o organismo como um todo e até mesmo reverter problemas epidêmicos como a DEPRESSÃO.

Foi o que mostrou estudo feito em camundongos pela University of Virginia School of Medicine, em Charlottesville.

Os pesquisadores avaliaram o microbioma intestinal dos camundongos antes e após terem sido expostos a estresse crônico.

Com a perda de Lactobacilos, talvez a bactéria do bem mais conhecida, veio o início dos sintomas depressivos.

Mas após a suplementação com L-reuteri para restaurar os Lactobacilos, o metabolismo normalizou, assim como o comportamento dos animais.

Outro time de pesquisadores observou que crianças mais inteligentes tinham a microbiota mais saudável e diversa. O estudo foi feito este ano pela University of North Carolina.

“Vários estudos com animais replicados em pesquisas mostraram que se você manipular o microbioma, você pode modificar o comportamento”, disse Rebecca Knickmeyer, professora do departamento de psiquiatria da universidade.

Antibióticos ameaçam sua microbiota

No seu intestino, essa espécie de cidade colonizada por bactérias boas e ruins, é preciso observar as substâncias que podem expulsar seus habitantes.

Entre os que mais precisam de atenção estão os antibióticos. Eles são prescritos para combater infeções bacterianas, eliminando os microrganismos responsáveis pela infeção.

No entanto, além de eliminarem as bactérias nocivas, atuam num largo espectro de bactérias. Isso significa que uma boa quantidade de bactérias boas também tende a ser expulsa do seu organismo nesse processo.

Um estudo publicado no periódico científico Plos Pathogens e realizado pelos cientistas da Universidade da Virgínia demonstrou que o uso excessivo de antibióticos tem relação direta com o desequilíbrio das bactérias no intestino que, por sua vez, compromete a atuação de agentes imunológicos.

Ou seja, tomar antibióticos mais do que o necessário abre a porta para novas doenças.

A pesquisa observou crianças de Dhaka, em Bangladesh, para investigar as causas da colite amebiana, uma infecção parasitária que pode levar até à morte e é comum em países pobres.

Segundo os cientistas, o uso inadequado de antibióticos é parte deste problema.

Foi identificado que as crianças com infecções mais sérias apresentaram menos diversidade em seu microbioma intestinal – resultado do uso de antibióticos.

Nos países de baixa renda, apontam os pesquisadores, o uso de antibiótico é mais frequente e generalizado.

Um dado impressionante ainda relatava que crianças com menos de 2 anos já haviam recebido mais de 20 tratamentos com antibiótico.

Abaixo está um exemplo de uma fórmula importante na manutenção do peso. As pessoas magras têm uma microbiota intestinal de magro, onde predominam os lactobacilos reuteri e gasseri.

Aposte nesta receita para tornar seu intestino o HUB da sua saúde

Além dos probióticos, minha recomendação para fortalecer o seu intestino e torna-lo o HUB da sua saúde é ampliar a ingesta de fermentados.

Como por exemplo, há a possibilidade do consumo de natto – resultado de fermentação de soja e uma boa fonte de antioxidantes e proteínas também ou vegetais fermentados usando uma cultura de bactérias produtoras de vitamina K2 são interessantes.

Nesta linhagem, temos o kombucha.

É uma bebida produzida por meio da fermentação de chás adoçados. Essa cultura simbiótica de fermentos e outros micro-organismos parece uma panqueca de borracha e é colocada dentro de chá verde ou chá preto adoçado.

Após a fermentação a kombucha transforma-se numa bebida gaseificada repleta de vitaminas, enzimas, probióticos e ácidos com muitos benefícios para a saúde. Por exemplo:

  • Alta capacidade de desintoxicação;
  • Alta produção de energia ao organismo;
  • Fortalece o sistema imunitário;
  • Ajuda a prevenir e recuperar de lesões nas articulações.

Quantos benefícios, não é mesmo?

Faça o seu Kombucha, o seu probiótico

Se você ganhou ou comprou uma colônia de Kombucha com seu líquido, terá de preparar uma mistura cuja base é feita com chá verde ou preto tradicional, tanto faz se de saquinho ou a granel também (mas, se for a granel, não esqueça de coar).

Ingredientes

  • Biofilme ou cultura de Kombucha
  • Chá Verde e chá Preto
  • Açúcar refinado ou o orgânico
  • Jarra de vidro de cerca de 3L
  • 250 ml de água;
  • 2 colheres (chá) de chá preto;
  • 2 colheres (chá) de chá verde;
  • ½ xícara de açúcar refinado;

Modo de Preparo

  • Ferva a água, acrescente o açúcar;
  • Ferva até dissolver;
  • Junte as folhas de chá, ferva + 2 minutos;
  • Desligue o fogo, tampe a panela e deixe em infusão por 15 minutos;
  • Coe, em um pano fino (tule) e deixe esfriar;
  • Coloque no vidro de 3L, Junto com: 1,800 ml de água 1 ou + panquecas de kombucha;
  • Tampe o vidro com tule e elástico na borda para evitar que moscas entrem,
  • Marque o dia que foi feito, mantenha em infusão por 10 dias (em dias quentes pode ficar menos dias e em dias frios aumenta-se os dias)
  • É aconselhável cobrir o vidro com jornal ou pano para aquecer. Após esse prazo, retire as panquecas, reserve um pouco para ativar a nova leva de kombucha.

Até a próxima!