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VOCÊ TEM DIREITO – MAS ESTÁ A FIM DE PAGAR O PREÇO? – Nurya Ribeiro

Vivemos uma enxurradas de protestos sobre direitos. Mas será que estamos prontos, ou melhor dispostos a sair da zona de conforto?

Não estou me referindo aqui aos direitos que todos nós já sabemos que temos – ou deveríamos ter.

Estou falando do que chamamos de ‘direitos nossos’ – pessoais – do nosso dia a dia.

Sim, aquele que não fará diferença para o outro – na maioria das vezes -, mas só para aquele que decidiu ir atrás do que quer. ‘Loucuras’ que fazemos e que não medimos consequências.

Achamos que ‘merecemos’ a bolsa, o chocolate, a viagem, o ‘jogar tudo para o alto’ pelo tal ‘direito’.

Claro que existem os direitos sadios, aqueles que a longo prazo valerão a pena – seria – na real – um investimento. Mas vivemos uma inversão de valores, onde o prazer momentâneo tenta justificar a loucura do ‘direito’.

Direitos esses que a base é o ‘ser feliz’, aliás a educação hoje em dia é muito em cima disso: “Filho, só quero que seja feliz”. Claro que isso é um pleonasmo para os pais.

Qualquer pai quer que o filho seja feliz. Mas isso, na minha modesta opinião, não pode ser o alicerce para a criança, e nem para nós adultos. Felicidades são passageiras. O que hoje para criança é ser feliz, amanhã não será. E esse sentimento é viciante.

Com isso, ao longo do percurso de nossas vidas, e dessa formação com ‘base na tal felicidade’, vamos nos apoiando e fazendo escolhas. E, quando percebemos, o preço saiu muito caro.

Não estou dizendo para não ir atrás do que você quer. Mas estou falando em escolhas que ‘me acho’ no direito de ter e que não meço as consequências. Quantas pessoas se endividam porque se ‘acham no direito’ de ter a maior casa – e que não precisariam. Viagens, celulares, compras e até relações onde a paixão logo vira um inferno.

Claro que todas essas pessoas têm o direito a ter tudo isso. Porem, o que realmente preciso? E, se preciso daquilo tudo. Pessoas se atolando por desejos inúteis. A emoção vai dominando e tomando proporções inviáveis. E, depois que a adrenalina passa vem o peso do resultado e a administração de tudo isso. Será que não está na hora de colocar a ‘emoção, esse ímpeto’ no seu devido lugar? Sempre lembro do que minha mãe me ensinou: “Escolha com a razão, onde a emoção irá repousar”.  Acredito que esse é o caminho para trilhar em meio a tantos ‘direitos’. Ao chamar a ‘razão’ para comandar vejo que, na maioria das vezes, não estou a fim de pagar o preço, e mais: talvez alguns ‘direitos’ não me pertençam. Que o meu sono tranquilo só é possível quando está alinhado com desejos bem pensados e administrados com sabedoria.

Nurya Ribeiro